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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Grande Cenáculo da Misericórdia do Pai - Vem aí XIV Congresso da RCC Piauí!!!


Em consonância com a Igreja Católica, nos dias 15, 16 e 17 de Julho acontecerá o XIV Congresso Estadual da Renovação Carismática Católica do Piauí, momento de aprofundamento espiritual e humano, seguindo a convocação do Papa Francisco para o Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia, nos orientamos pela moção profética de Deus “Sede misericordiosos como vosso Pai é Misericordioso” (Lucas 6,36), rema central do movimento para o ano presente. 

Encorajando a todos ao exercício do despojamento nas obras de misericórdias: corporais ou espirituais; aproximando essa palavra com a vida do povo no seu cotidiano, que ser misericordioso é ver uma pessoa sem alimento lhe dar comida, é ver uma pessoa solitária e lhe fazer companhia, é atender as necessidades e não apenas senti-las, começando nas pequenas coisas. 

Na programação do Congresso teremos momentos marianos, pregações, adoração ao Santíssimo Sacramento, palestras e a Santa Missa que será o momento ápice do congresso, teremos também o congressinho para as crianças, um espaço preparado especialmente para evangelização e conhecimento da fé através de dinâmicas, brincadeiras e pregações infantis. Portanto, não deixe de trazer seus filhos!

Venha participar conosco do Congresso Estadual da RCC PI, onde viveremos o Grande Cenáculo da misericórdia do Pai. Você e seu grupo de oração não pode ficar de fora!

Para você que vai participar do nosso congresso, as inscrições serão feitas online, ou seja, no próprio site ou na página do Facebook da RCC Piauí. Para mais informações, ligue para Casa de Maria pelo fone (86) 3213-2484.

domingo, 8 de maio de 2016

Comunicar o testemunho construído na Misericórdia

O reino será alcançado pela misericórdia, essa foi uma das mensagens que Jesus veio nos comunicar e ordenou que anunciássemos para todo o mundo (Mc 16,15). A ascensão é nitidamente a completude do que Jesus mostrou como caminho para seus seguidores e todos estaremos, se seguirmos seus passos, um dia, com Ele nos céus (Mt 19,28). No entanto, é necessário cumprir seus ensinamentos, assumir a missão e ser testemunhas.
Os apóstolos foram “formados, preparados, fortalecidos” para a grande missão de evangelizar todo o mundo, anunciar a misericórdia do Pai e testemunhar com a vida. Passaram mais de 3 anos com o Senhor, O viram ressuscitado, andaram com Ele, antes e depois da crucificação. Os Santos deram e dão esses testemunhos nas mais diversas realidades. Nós homens e mulheres, desse tempo, andamos com Jesus através da Santa Igreja, seu corpo, vivemos com o Senhor em sua palavra, apreendemos saberes na tradição dos santos apóstolos, recebemos Jesus Eucarístico continuadamente para comunicar através da vida. Assim, temos a luz necessária para nossa peregrinação e para auxiliar muitos.
A humanidade precisa de luz para seu caminho, a verdade deve ser mostrada para ser seguida. Assim, Jesus que encontramos continuamente e conhecemos precisa ser anunciado! O viver em Jesus, nesse tempo, precisa ser apresentado! O santo padre Francisco em sua mensagem para o dia das comunicações veio pedir essa ação frutuosa da comunicação para o mundo. Seja no meio que for, para muitas ou apenas uma pessoa, leigo ou ordenado é necessário ser fecundo! Todos os atos são comunicação, são testemunho, “O amor, por sua natureza, é comunicação”. Os nossos atos precisam ser de amor.
Não foram poucos os momentos em que Jesus disse aos discípulos que eles ficariam responsáveis por expor e levar essa misericórdia, esse amor para o mundo, pela disseminação da boa nova em toda a terra. Chega a ser engraçado os momentos em que São Pedro não entende as indicações de Jesus, momentos que nós, eu e você, também vivemos quando entendemos que a missão é “grande ou complicada demais para nós”. Jesus nos fala, que estará com o Pai intercedendo por todos nós, enviar o paráclito é a promessa dEle, e com o poder do alto vamos cumprir a nossa missão, o nosso chamado, viver a nossa vida. Receber continuamente o Espírito de Santo é a condição primordial.
Comunicar, anunciar, proclamar, fazer memória, tornar comum e de conhecimento de todos as obras de Jesus, as ações do Espírito Santo, a Misericórdia do Pai é o que forma a Santa Igreja, é o que ela é, testemunhar o que nós somos, somos puro testemunho de uma vida no Espírito Santo. O conhecer, reconhecer Jesus, apreender seus ensinamentos, cumprir suas ordens através da Santa Igreja são fases anteriores e condicionais para O encontrar nos céus.
Os grupos de oração são uma prova autêntica e contemporânea que essas práticas podem ser realizadas. Em todo o planeta os grupos acontecem, seus participantes fazem como os primeiros cristãos, encontram-se continuamente e levam essa experiência para os demais homens e mulheres. Neles, encontramos pessoas simples, intelectuais, universitários, religiosos, todos com uma visão espiritual para a edificação da civilização do amor. Nós fazemos o que o Santo Padre pede, comunicamos o amor.

Airton Rocha
Coordenador Nacional do Ministério de Comunicação Social

sexta-feira, 6 de maio de 2016

RCCBRASIL disponiliza novena Celebrando Pentecostes para download

Para facilitar a preparação de todos os membros do Movimento para essa grande Solenidade, a RCCBRASIL disponibilizou para download a Novena Celebrando Pentecostes, desenvolvido por Reinaldo Beserra dos Reis, membro permanente do Conselho Nacional.
A novena que nesse ano acontece do dia 06 a 14 de maio, tem como proposta colaborar com a preparação, oferecendo uma reflexão sobre a Pessoa do Espírito Santo e sua ação na vida do ser humano e da Igreja.
A novena que tem como título “Celebrando Pentecostes – Projeto de avivamento da Espiritualidade de Pentecostes”, foi lançada em 2005 e já se encontra na 4ª edição. Em 2016, disponibilizamos a novena para que carismáticos de todo país  realizem nos Grupos de Oração, em família, nas reuniões ou em outros momentos.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Grupos de Oração são chamados a rezar Novena de Pentecostes


O Conselho Nacional da RCCRASIL convoca todos os Grupos de Oração do país a unirem-se em oração por um novo derramamento do Espírito Santo, especialmente neste tempo em que nos preparamos para a Solenidade de Pentecostes. Em uma carta dirigida a todos os coordenadores e membros de Grupo, a presidente do Conselho Nacional, Katia Roldi Zavaris, pede que a preparação seja feita por meio da novena Celebrando Pentecostes, no período de 6 a 14 de maio de 2016.
De acordo com Katia, a intenção na qual os Grupos devem rezar nesta novena deve ser um abundante derramamento da graça do Espírito Santo sobre toda a Igreja. Não há intenções particulares, mas, sim, direcionar o clamor para que o Espírito Santo encha o coração de todos os fiéis. 
Como parte desta preparação, o portal RCCBRASIL disponibilizará a cada dia a íntegra da novena para que todos possam rezar em comunidade. Fique atento. No dia 5 de maio, quinta-feira, já será disponibilizado o primeiro dia da novena Celebrando Pentecostes.

Confira abaixo a carta direcionada aos Grupos de Oração:


CARTA AOS GRUPOS DE ORAÇÃO DO BRASIL

Vitória/ES, 29 de abril de 2016

“Se enviais, porém, o vosso sopro, eles revivem e renovais a face da terra.” (Sl. 103,30)


A Renovação Carismática Católica tem sido no mundo um instrumento de Deus para que a humanidade redescubra o Poder do Espírito Santo, que age eficazmente em nossa vida, renovando-a por inteiro e fazendo-nos reviver. Por isso, com fervor nós e nossos Grupos de Oração clamamos incessantemente “Vem, Espírito Santo!”

Estamos nos aproximando da Solenidade de Pentecostes, que é a grande Festa do Espírito Santo, a nossa Festa! É como nos ensina a Beata Elena Guerra: “o Pentecostes recorda aos cristãos a presença contínua do Espírito Santo sobre a terra; o mistério de Pentecostes é um mistério permanente; o Espírito continua a vir sobre todas as almas que verdadeiramente o desejam; a Solenidade de Pentecostes não é uma simples comemoração de tão grande mistério, é a verdadeira renovação porque o mesmo Espírito que visivelmente desceu sobre a Igreja nascente, continua a descer invisivelmente sobre os fieis para acender nos seus corações o fogo do divino Amor”.

Portanto, em expectativa do cumprimento da Promessa feita pelo Senhor a nós, a nossos filhos e a todos os que de longe ouvirem o Seu apelo (cf. At. 2,39), o Conselho Nacional convoca toda a Renovação Carismática Católica do Brasil, em seus cerca de 20 mil Grupos de Oração espalhados por todos os recantos de nosso amado País, a nos unirmos em oração e preparação através da Novena de Pentecostes, que se iniciará no dia 06 de maio e se concluirá no dia 14, véspera da Solenidade de Pentecostes.

“Mal acabavam de rezar, tremeu o lugar onde estavam reunidos. E todos ficaram cheios do Espírito Santo...” (At. 4, 31a). Assim acontecerá conosco!


Que Deus nos abençoe e um Feliz Pentecostes!


Katia Roldi Zavaris
Presidente do Conselho Nacional da
Renovação Carismática Católica do Brasil

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Por que será que Jesus perguntou a Pedro três vezes se ele o amava?

Veja que lição podemos tirar dessa passagem para a nossa vida…

Após a Ressurreição, Jesus confirmou Pedro como o Pastor universal de todo o Seu Rebanho, a Igreja. Conta o evangelista São João que: “Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? “Respondeu ele: “Sim, Senhor, Tu sabes que te amo”. Disse-lhe Jesus. “Apascenta os meus cordeiros” (Jo 21, 15-17)”.
Por três vezes o Senhor repetiu esta pergunta a Pedro, e por três vezes lhe disse: “Apascenta as minha ovelhas”. A nenhum outro Apóstolo isto foi dito.
Alguns Padres da Igreja viram nesta tríplice confirmação de Pedro como “Pastor do rebanho”, como que uma maneira de apagar aquelas três vezes que Pedro negou tristemente o Senhor dizendo: “Não conheço este homem” (Jo 18,17.25-27, Mt 26,70-75). Mas, por outro lado, essa repetição tríplice era também a forma solene que o hebreu usava na confirmação de uma missão. Ali, Cristo dava a Pedro uma missão especial, chefiar na Terra o Rebanho “que Ele conquistou com o seu Sangue” (At 20,28). Ali Jesus instituía o Primado de Pedro, o “múnus petrino”, a missão do Papa de confirmar a fé dos cristãos.
É importante notar que, mesmo após Pedro ter negado Jesus, por três vezes, ainda assim o Senhor não tirou dele a chefia do Seu rebanho, pois já o tinha escolhido para isso desde que André, seu irmão, o apresentou pela primeira vez: “Tu és Simão, filho de João, serás chamado Kefas”, que quer dizer Pedra” (Jo 1,40). Na Bíblia, quando Deus muda o nome de alguém, é para lhe dar uma missão sagrada.
Sempre me impressionou muito o fato de Jesus manter Pedro na chefia da Igreja, mesmo depois deste vexame de traí-lo três vezes, no momento em que Jesus mais precisou dele. Por que Ele não colocou João na chefia da Igreja, se João foi o único que ficou ali aos pés de sua cruz com as mulheres? Talvez João não fosse o líder necessário.
Isto mostra como é bom o Coração de Jesus, como é diferente de nós. Certamente qualquer um de nós diria a Pedro: “Não te quero mais, você me traiu…”. Mas Jesus é diferente, Ele conhece cada alma humana e sabe que a carne é fraca. Mesmo diante de nosso pecado Ele não nos abandona, não nos anula e não nos rejeita. Seu amor por nós é irrevogável. Ele compreende a nossa miséria. São João Paulo II disse que “seremos julgados por um Deus que tem um coração humano”. Deus confia em nós sem sequelas, ou seja, Ele confia em nós e não fica olhando para o que passou. Isto é um grande consolo para mim diante de minha miséria. Ele sabe que não sou um “super-homem”, que eu luto para superar as minhas falhas com a Sua indispensável graça. Penso que diante disso tudo, também devemos tomar uma atitude de fé: não podemos ficar só olhando para a nossa miséria, precisamos entregá-la a Jesus.
Jesus deixou Pedro cair vergonhosamente porque precisava tirar o orgulho e a arrogância do coração do seu Apóstolo, e esse foi o meio. Como sabemos disso? São Lucas diz que na noite de Quinta-feira santa, a noite da traição, Jesus orou por Pedro. “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo, mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos” (Lc 22,31). Jesus sabia que Pedro seria tentado fortemente e cairia, mas Jesus rezou por ele, para que ele não se desesperasse como Judas. Por isso ele teve a graça de chorar copiosamente seu pecado e ser perdoado pelo Mestre.
Quando Jesus começou a dizer aos Apóstolos que naquela noite ele seria traído, Pedro retrucou orgulhosamente: “Senhor, estou pronto a ir contigo até a prisão e a morte” (Lc 22,33). Ao que Jesus lhe respondeu: “Digo-te Pedro, que não cantará hoje o galo, até que três vezes hajas negado que me conheces” (v. 34). E aconteceu a negação tríplice de Pedro. Diz São Lucas que na casa de Caifás, “voltando-se o Senhor, olhou para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra do Senhor: “hoje, antes que o galo cante, negar-me-às três vezes. Saiu dali e chorou amargamente” (Lc 22, 61-62). Bastou o olhar de Jesus para Pedro!…
Sem duvida esta humilhação de Pedro diante do seu pecado, do seu vexame, curou o seu orgulho e o preparou para ser um digno “humilde servo do Senhor”, como disse Bento XVI ao ser eleito Papa. Sem a humildade não podemos servir a Deus como Ele deseja, pois Jesus disse que “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5); e o orgulho nos impede de fazer tudo com Jesus, nos faz esquecer Dele e passamos a agir por nossa conta apenas.
Assim, Jesus quebrou a prepotência de Pedro e o preparou para a grande missão. Ele sabe fazer de nossas fraquezas e quedas, um meio de fazer em nós as correções necessárias. Vi isso muitas vezes na minha vida, e ainda vejo, graças a Deus. A Carta aos hebreus diz que “o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho. Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos… para nos comunicar a Sua santidade” (Heb 12,6-10).
Nossos pecados são como adubo que Deus sabe usar para fazer crescer em nós as virtudes, de modo especial a humildade. Todos os que exercem uma liderança na Igreja, seja bispo, padre, diácono, leigo ou religioso, precisa refletir muito sobre isso. Às vezes somos autossuficientes e massacramos os outros sem perceber, como se nunca tivéssemos caído. Todos os santos aprenderam a humildade, e nós aprenderemos também como os Apóstolos aprenderam. Eles venceram e nós podemos vencer também. Todos nós carregamos um pouco dos Apóstolos em nós. Deixemos que o Senhor nos corrija; não desanimemos.

Fonte: Professor Felipe Aquino


 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O chamado de Pedro

Os Apóstolos de Jesus e os discípulos que a eles se juntaram eram pessoas provenientes do ambiente popular, com atividades diversificadas. Vários deles eram pescadores profissionais. O Mar de Tiberíades, também chamado Mar da Galileia ou Lago de Genesaré, era o espaço de trabalho e convivência. Pregações, milagres, caminhadas, muitas das atividades de Jesus se desenvolveram ali, num sobe e desce de barcos, ventanias, redes, peixes, comércio no mercado, suor, cansaço, horas de expectativa dos peixes, que nem sempre vinham, famílias que dependiam daquele trabalho, um conjunto de vida e atividade certamente muito carregado de humanidade e lutas, temperado também com muitas alegrias.
É para o lago que retorna Pedro, seguido de seus companheiros. Não lhes era ainda claro tudo o que viria a acontecer, se pensarmos na origem simples daqueles homens, que não eram especialistas em profecias, letras da lei ou mesmo na novidade do próprio Evangelho. Era um mar de novidades, num mar de ideias confusas. Sabemos que foi depois do derramamento do Espírito Santo que aqueles homens adquiriram a ousadia (Parresia!) necessária para pregar, constituir as primeiras comunidades cristãs e derramar o próprio sangue pela Igreja e pela causa do Reino! Tinham que aprender muito, e o Senhor aproveita a aparente volta à profissão de pescadores para oferecer-lhes e a todos nós preciosas lições (Jo 21, 1-19).
Seis pescadores profissionais chegam à madrugada sem qualquer fruto do trabalho. Barca e trabalho na barca de Pedro, que sabemos ser a Igreja, não leva a nada sem a presença do Senhor. O lusco-fusco da madrugada mostra uma figura na praia. É que a experiência da fé exige mesmo amadurecimento! Jesus os provoca, perguntando sobre algo para comer. Nem sabiam que da Ressurreição para frente quem oferece o alimento que perdura para a vida eterna é Jesus! É João, o discípulo amado, que proclama com força “é o Senhor”, pois o amor verdadeiro faz enxergar no meio da escuridão dos acontecimentos!
Redes lançadas pela força da Palavra de Jesus, frutos em profusão! Começa uma nova mudança em Pedro, que culminará em mais um chamado! O homem nu se reveste agora de sua inusitada missão. Corre até Jesus, mas parece-me ver o próprio Jesus entrando na barca do coração de Pedro! Chegados à praia, é Jesus que havia preparado tudo. O Mestre e Senhor se faz mais uma vez servidor. Uma refeição oferecida por Jesus é sinal daquela que o mesmo Senhor oferece todos os dias, até o fim dos tempos, na Eucaristia. Além disso, a rede da Igreja tem cento e cinquenta e três grandes peixes, e esta rede nunca vai se romper, podendo acolher, na contínua festa eucarística da misericórdia, todas as gerações, até que ele volte outra vez. É a abundância do tempo novo inaugurado pelos discípulos capazes de se lançarem na fidelidade à ordem do Senhor. Eles têm alguma e muita coisa para oferecer! Igreja é assim! Deus recebe, Deus se doa, suscita a maravilhosa comunhão em que Céu e Terra compartilham seus dons! É claro que ninguém mais se atreve a perguntar nada, pois é certa a vinda e a presença do Senhor.
Mesa preparada, convivas que se alimentam, corações pulsantes pela emoção de mais uma aparição do Ressuscitado. A virada de página para um novo chamado tem no Senhor a iniciativa. Pedro, que três vezes havia negado conhecer o Senhor, agora não precisa do canto do galo para desatar suas lágrimas.
Lições para a Igreja e para todos nós. Ninguém pense em singrar qualquer mar sem a presença de Jesus no barco da vida! Não dá certo! E as noites e os dias serão estéreis! Na escuridão do tempo ou das crises pessoais, comunitárias e sociais, descobrir gente que às vezes tem “pouca leitura”, mas muita percepção das coisas de Deus. A luz pode chegar através de tais pessoas! Quando parece que o mar não está para peixe, na aventura diária da existência, apostar naquele (“É o Senhor!”) que manda jogar as redes onde nem poderíamos pensar. Ao chegar às muitas praias que a vida oferecer, levar o que tivermos, sabendo que as redes agora repletas não se romperão! Depois aceitar a gratuidade daquele que se assenta em torno de um fogo aceso e se faz servidor, oferecendo o alimento que dura até a vida eterna.
Os apóstolos de Jesus devem ter comentado tais acontecimentos, depois de passados a Ascensão do Senhor e o Pentecostes, quando tiveram a lucidez necessário para montar o verdadeiro quebra-cabeça que lhes tinha sido oferecido por Deus. Há uma linha mestra que lhes serviu de guia para a vida e o apostolado e iluminam nossa vida. O chamado de Deus é gratuito, parte de seu amor infinito que vai ao encontro das pessoas, sem depender de suas qualidades ou eventuais defeitos. Deus tem a paciência necessária para cercar de amor e infinitas iniciativas ou repetidas perguntas a respeito de nossas disposições. Há um olhar pessoal de Deus, que nos leva a sério, mostrando-nos alternativas, novas possibilidades de serviço ao seu Reino, para o que ele nos oferece os dons necessários. Ninguém pense que tudo está definido e muito explicado nas medidas humanas que desejamos muitas vezes impor a Deus. Antes, ele é mais criativo do que nós e encontrará sempre o modo para surpreender-nos. Estejamos atentos, porque mesmo quando passamos anos fugindo dele, numa noite de suor, sobre o barco em alto mar, ele se mostrará. Quando as luzes de nossa limitada inteligência parecerem insuficientes, é hora de dizer, com o Apóstolo e Evangelista São João, que “é o Senhor”!
Se forem corajosas nossas respostas, diante dos grandes desafios de nosso tempo, que podem levar-nos a “baixar a guarda” diante das tentações, e poderemos dizer como Simão Pedro, aquele que, convertido, foi chamado a confirmar os irmãos: “É preciso obedecer a Deus, antes que os homens” (At 5, 29). Aliás, é hora dos cristãos assumirem posições ousadas!

"Tu sabes de tudo, sabes que eu Te amo"
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Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará
Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL


 
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