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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ano da Fé

Por dom Alfredo Schaffler, bispo diocesano de Parnaíba e presidente da CNBB Nordeste 4.

Imagem da Internet e grifos nossos



O Papa Bento XVI fez a abertura do “Ano da Fé”, em Roma, para comemorar com toda a Igreja os cinquenta anos da abertura do XXI Concílio Ecumênico Vaticano II e, os vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. Dois acontecimentos importantes na metade do século XX, que continuam a repercutir no início do Novo Milênio e, cujos frutos ainda não foram plenamente ceifados.


As razões que levaram o Papa a tomar esta iniciativa nós a encontramos na Carta Apostólica: Porta Fidei, que o Papa Bento XVI publicou há precisamente um ano, ou seja, aos onze de outubro de dois mil e onze.


Já no início, o Papa diz que hoje há a “necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (n.2).


Mais adiante ele afirma que “o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo” (n.6).


Falando da necessidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado, Bento XVI diz que é necessário “que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre” (n.8). Ele espera que “este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança” (n.9).


Assim, “descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada, e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano” (n.9).


As palavras do Papa Bento XVI na Carta Porta Fidei, levam a Igreja a manter-se coerente com os caminhos apontados pelo Concílio Vaticano II ou seja, a convencer-se sempre mais que só iluminada e sustentada pela fé no Senhor Ressuscitado é que ela, a Igreja, pode manter-se fiel ao Evangelho.


O Papa está justamente chamando a Igreja, em primeiro lugar, a um exame de consciência e a uma retomada de posição diante do mundo, sustentada pela fé.


O próprio São Paulo escrevendo aos coríntios dizia: “tendo o mesmo espírito de fé a respeito do qual está escrito: Acreditei, por isso falei, cremos também nós, e por isto falamos” (2Cor 4,13).


É a fé que gera a pregação! Se nos falta a fé, nos falta o entusiasmo e facilmente deixamo-nos envolver pelas malhas do cansaço e do desânimo. Torna-se urgente para a Igreja hoje, no dizer do Papa Bento XVI, redescobrir a fé; pois é a fé que gera e capacita as testemunhas de que o mundo hoje tem imensa necessidade!


Percebemos hoje, o mundo vive uma crise de fé, que leva as pessoas não só a negar a fé, mas também desprezá-la. 


É necessário redescobri-la e, isso é tarefa de cada um! É tarefa que implica decisão, escolha, e testemunho. Uma decisão e escolha que ninguém poderá tomar em nosso lugar e, testemunho que cabe a cada um assumir e realizar. 


Bento XVI diz que a fé não pode ficar reduzida à esfera do privado, ao âmbito das decisões pessoais, mas deve, ao contrário, manifestar-se publicamente, nas decisões que interfiram nos relacionamentos pessoais e comunitários e nas decisões políticas, onde a vida e o bem comum estão em jogo. 


Vamos procurar conhecer o conteúdo da fé que vai dar rumo e direção na nossa vida quando tantas vezes andamos desanimados e decepcionados.


Firme na fé e fiquem com Deus!


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