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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A RESPOSTA ESTÁ NO AMOR

“O amor jamais acabará” (I Cor 13,8)





São Paulo fez uma afirmação audaciosa, porém verdadeira: “O amor jamais acabará” (I Cor 13,8). No que depender da Igreja, esse amor aumentará a cada Celebração Eucarística, a cada confissão e unção dos enfermos, ou seja, a cada encontro entre o humano e o Divino. “Deus é amor” (I Jo 4,8), e se Ele é amor, como afirma a Sagrada Escritura, o homem encontra sua redenção salvífica na Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, ápice do amor divino.


Em seu consultório, o psicanalista brasileiro Joel Birman, vencedor do 55ª edição do prêmio Jabuti, detectou que “as pessoas [contemporâneas] sofrem de fome de amor”. Com todo respeito à sua análise, o que Birman descobriu, em sua sala de atendimento no ofício de sua profissão, a Igreja, em sua sabedoria bimilenar, já descobriu, há muito tempo, nos confessionários, e vem aplicando o antídoto contra todo esse mal: o amor.

Não à toa, São João Paulo II contundentemente nos exortou: “Os consultórios de psiquiatras e psicólogos estão lotados, porque os confessionários estão vazios”. João Paulo II, em sua fala, não quis desqualificar o trabalho dos psicólogos e psiquiatras, mas sim chamar nossa atenção para o sacramento do amor e da reconciliação, pois, num consultório clínico, o paciente encontra o diagnóstico do distúrbio ou da doença; no confessionário, além da graça de Deus, ele encontra o amor e o perdão.

Birman continua: “[O indivíduo] quer saber se agrada, se é amado. […] As pessoas são muito sensíveis em relação a como os outros a acolhem — de forma risonha ou carrancuda, com muitas ou poucas palavras, se são abraçadas ou beijadas”. Vemos claramente, neste trecho da fala do psicanalista, a lacuna que a religião deixa nas relações interpessoais. Numa sociedade em que cada vez mais se rechaça a religião, o Sagrado, a Igreja, as consequências são desastrosas, pois o que ela sempre fez muito bem em suas comunidades de fé – o anúncio do querigma, o acolhimento amoroso das pessoas, as palavras de fé, de incentivo etc –, hoje a ciência tenta buscar saídas e explicações.

Por fim, Joel Birmam aconselha: “É crucial que, na infância e na adolescência, os indivíduos tenham a certeza de que são amados pelos pais pelo que são”. Nesse sentido, temos como referência a Sagrada Família, que já nos textos sagrados, nos ensinou a viver o amor incondicional, o acolhimento do outro nas situações mais complicadas; e foi além, nos ensinou a entrega sem reservas, o sacrifício e a fé.

Na atualidade, porém, em comparação à Sagrada Família, temos a Igreja Doméstica, que é a família, o ambiente de amor e o acolhimento dos pais em relação aos filhos, e destes em relação aos pais. Nesse contexto, a Igreja já tem experiência, pois é Mãe e Mestra, já passou séculos e séculos acolhendo e curando as feridas da humanidade, basta somente que o ser humano regresse à sua essência de dependência de Deus e deixe-se amar.

Rodrigo Stankevicz

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