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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

8 passos para esclarecer uma notícia suspeita sobre o Papa Francisco





Algumas dicas para transmitir corretamente a verdade:
Francisco é um Papa que comunica constantemente, um Papa muito humano, e isso o converte numa pessoa muito próxima e muito autêntica. Muitos especialistas de comunicação do mundo inteiro destacaram a sua capacidade de comunicação, inclusivamente a não verbal.
Mas, infelizmente, outros ─ não tão especialistas ─ inventam, reinterpretam ou põem na boca do papa palavras que ele nunca disse e que criam confusão. Estas, na sua maioria fora de contexto, provocaram nos últimos dias muita polémica.
Podemos ver dois exemplos recentes nas declarações que o Papa fez nas últimas conferências de imprensa. O primeiro caso ocorreu quando um repórter francês perguntou sobre o ataque ao jornal Charlie Hebdo em Paris. Ele respondeu: “É verdade que não se pode reagir violentamente. Mas se o Dr. Gasbarri (organizador das viagens papais), meu grande amigo, disser algo contra a minha mãe, pode esperar um murro. É normal.” A outra declaração ocorreu quando, no voo de regresso de Filipinas para Roma, o Papa falou sobre a paternidade responsável: “Alguns acreditam que, desculpem a expressão, é, que para ser bons católicos temos que ser como coelhos”.
Primeiro, como disse no parágrafo anterior, não podemos ler frases soltas, fora de contexto. Sempre foram ditas dentro de respostas coerentes e completas, discursos, homilias ou declarações. E em segundo lugar, é preciso ter em consideração que o Papa Francisco fala muito através de analogias, utilizando nas suas declarações (ao conversar com os católicos e não-católicos), uma linguagem simples para que todos possam entender. O seu modo de falar é muito idiomático e coloquial, intimamente relacionada com a sua forma de estar latina.
É por isso que queria, neste artigo, ajudar a esclarecer como saber se determinadas palavras foram ditas, ou não, pelo Papa e qual o seu contexto. Aqui partilho convosco algumas dicas (e uma infografia), que tivemos que aprender da maneira mais difícil, neste momento em que a informação flui tão rapidamente:
1- Lê o artigo, notícias, gráficos, frase, meme, o quer que diga “disse o Papa”. Se te parecer estranho, com calma, usa a tua capacidade de discernimento. Com isto quero dizer: não partilhes no Facebook ou Twitter, ainda que coloques o comentário “isto será verdade?”. Quando tiveres dúvidas, pesquisa as palavras exatas e pesquisa no site oficial do Vaticano, na sua página de notícias, no L’Osservatore Romano ou noutros meios de comunicação católicos confiáveis.
2- Não sigas os perfis falsos Papa no Facebook ou Twitter: canal oficial do Vaticano no Facebook é só um, tal como no Twitter.
3- Por fim, quando tiveres a certeza de que o que leste é verdade, aí sim podes partilhá-lo, citando a fonte de onde retiraste a informação, para que os teus amigos saiam da ignorância e possam saber onde buscar informações fidedignas sobre o que o Papa diz.
Você pode começar por partilhar este artigo e assim todo mundo vai saber que os Jardins do Vaticano não foram vendidos pelo Papa!

Fonte:
Com informações do site CatholicLink
Infográfico traduzido por Layla Kamila, Jovens Conectados.

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