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NÓS CATÓLICOS ADORAMOS IMAGENS?

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“Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto” (Lc 4, 8)

Assiduamente somos importunados pelos nossos irmãos evangélicos a respeito das Imagens e dos Santos Católicos, eles acreditam, por sua vez, que nós adoramos os “santos”, ou seja, que praticamos um culto de latria, que é destinado somente a Deus. De fato, o Senhor através dos autores sagrados é bem claro que o ser humano não pode adorar outros deuses: “Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele prestarás culto” (Dt 6, 13).
No entanto, não entendem, os nossos irmãos protestantes que não prestamos culto de adoração aos santos católicos, ou mesmo às imagens que eles representam, mas, prestamos um culto diferente, chamado culto de veneração, do grego, dulia, isto é, prestamos homenagens e reverências a pessoas que doaram suas vidas a Deus e de maneira radical seguiram o Evangelho, e muitos destes, foram capazes de dar a própria vida por causa de Jesus Cristo, por não negarem a sua Palavra. Os Santos não são deuses, são setas que nos apontam para Ele.
  Durante muitos anos da minha vida, eu fui persuadido por inúmeros pensamentos protestantes, que me levavam a desprezar a veneração dos Santos Católicos e principalmente a veneração especial (do grego, hiperdulia) que damos a Nossa Senhora. Eu concebia a Igreja Católica com um ensinamento dissonante do que Deus deixou no Antigo Testamento, como nas passagens "Guardai-vos, pois, de fabricar alguma imagem esculpida representando o que quer que seja, figura de homem ou de mulher, representação de algum animal que vive na terra ou de um pássaro que voa nos céus ou de um réptil que se arrasta sobre a terra, ou de um peixe que vive nas águas, debaixo da terra” (Dt 4, 16-18) e "Não terás outro deus diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura representando o que quer que seja do que está em cima no céu, ou embaixo na terra, ou nas águas debaixo da terra. ” (Ex 20, 3-4), Citações Bíblicas como essas eram capazes de me levarem a crer que os protestantes estavam corretos. Entretanto, não dava à Igreja a oportunidade de esclarecer tantas acusações. 
Ao ler as Sagradas Escrituras sem dar-lhe a devida interpretação de seu contexto literário, histórico e cultural, corremos esse grande risco protestante de uma leitura fundamentalista.
De fato, Deus proíbe imagens ou ídolos? Se levarmos em conta apenas versículos bíblicos isolados chegaremos a crer que sim, proíbe toda forma de imagens. Entretanto a própria Escritura nos mostra que Deus proíbe a fabricação de ídolos e a sua respectiva adoração.
Se levarmos em conta o período histórico do povo judeu, perceberemos que o povo eleito era circundado de inúmeros povos pagãos, que por sua vez, prestavam adoração a outros deuses diferentemente do povo Israelita, que adorava um único Senhor. Se Deus proíbe imagens, o que então pensar a respeito das passagens bíblicas do Antigo Testamento em que Deus pede a Moisés a construção de certas imagens? "E o Senhor disse a Moisés: “Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo”." 
(Nm 21,8);  e para a construção da Arca da Aliança Deus diz a Moisés: Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farásnas duas extremidades do propiciatório. ” (Ex 25,18).  Deus nunca iria se contradizer, proibindo e ao mesmo tempo determinando que se fabricassem imagens. Assim sendo, percebemos que o Senhor não proíbe a confecção de imagens, entretanto proíbe os ídolos pagãos.
A apresentação dos Dez Mandamentos é feita pelo Senhor após a saída do povo Judeu do Egito, país politeísta repleto de deuses pagãos como, Rá, Í Bis, Toth Anúbis, etc. O decálogo e as orientações de Iahweh são para que o povo eleito adore apenas ao Deus verdadeiro e deixe para trás toda idolatria do Egito ou dos povos pagãos e seus respectivos ídolos que haverão de expulsar da terra prometida, e não a proibição total de imagens como querem os nossos “irmãos separados. ”
O Senhor não tolera nenhum tipo de ídolo que possamos colocar em seu lugar, seja ele um “deus”, uma pessoa ou mesmo o dinheiro, “Ninguém pode servir a dois senhores. Com Efeito, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24), ou qualquer coisa que possamos colocar em lugar da sua presença em nossa vida.
Um exemplo simples do nosso cotidiano pode nos ajudar a compreender a veneração à Nossa Senhora, a respeitá-la e a ama-la: Quando vemos a foto de nossa mãe, nos lembramos o quanto a amamos, da mesma forma, quando olhamos para a Imagem de Maria, nos recordamos que ela é a Mãe do Filho de Deus,  nos lembramos da sua história, do sim que ela deu ao Senhor, e por meio deste sim, na anunciação do Anjo, a Salvação veio ao mundo, nos recordamos também de Maria porque o próprio Jesus do alto da Cruz nos deixou-a como a nossa mãe, e a nós como os seus filhos, “Ao ver Sua Mãe e junto d’Ela o discípulo que Ele amava, Jesus disse à Sua mãe:  ‘Mulher, eis aí o teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí a tua Mãe’” (Jo 19, 26-27). Por isso, do mesmo modo que um filho não gostaria que outra pessoa denegrisse a sua mãe, o Filho de Maria certamente não se agrada quando a desprezamos.
Diante do exposto é notório que Deus de maneira alguma proíbe a veneração às imagens ou aos Santos, porém é enfático contra os ídolos (deuses pagãos) do Antigo Testamento que por tantas vezes levaram os Israelitas a cometer o pecado da idolatria, bem como a todo e qualquer ato que possamos colocar em seu lugar. E por fim, que não somente veneremos aqueles que fizeram a vontade do Altíssimo, mas, desejemos também corresponder ao desejo de Deus para cada um de nós: “Sede santos, porque eu, Iahweh vosso Deus, sou santo. ”




Odair Marques Bezerra
Coordenador Estadual do Ministério para Seminaristas

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